sábado, 1 de agosto de 2009

Eu estive lá...

Há tanto pra te contar
do lugar
do que mudou por lá

Há tanto pra te mostrar
as pessoas,
e de tudo o que cresceu por lá

Há tanto pra respirar
o cheiro de mato
e tudo o que se foi e não voltará

Há tanto pra esperar
o reencontro
e a saudade de lá

Há tanto pra aproveitar
os MOMENTOS...
deixa quando você voltar pra lá.

By Markélen em 01/08/09
Homenagem ao K-iau

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O que é o amor?

Temos a mania de achar que amor é algo que se busca.Buscamos o amor nos bares, na internet, na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois lhe ensinaram que só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará. Caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza. Ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima.Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: Ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se auto-flagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade...Não, não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa!

Leiam mais em http://comunhaoconhecimentos.blogspot.com/2009/07/o-que-e-o-amor.html.

Há preciosas informações sobre este tema em: Do Amor - Ensaio de Enigma, de Artur da Távola: Editora Nova Fronteira.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Férias!!!

Louca pra tirar férias!!!
Não vejo a hora...
Férias de tudo que me atormenta...
Férias da solidão, do silêncio, do vazio, da necessidade do outro.
Férias do negativo, do vício, da compulsão e da ambição.
Férias das más companhias, das más línguas, da vaidade e da inveja.
Férias do desnecessário, do inutilizável, do desperdício.
Férias das idéias fúteis, da preguiça e da falta de ocupação.
Férias do que não me acrescenta, do que não me alimenta.
Férias de tudo o que é menor e de tudo que é demais ao meu olhar.
Tirar férias de mim, de você, do outro, do lugar, do estar...
Sair, viajar, deixar pra lá!

By Markélen 06/07/09

terça-feira, 12 de maio de 2009

É assim que ando me sentindo...

Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora...

É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...
Outro tempo começou pra mim agora!

Ana Carolina, lê a alma, né?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aprender...


É o que a gente faz a vida toda, não é só na escola...
Mas a gente aprende mais na diversidade disso todo mundo tem certeza! Será?
Pra aprender com o erro é preciso se desafiar, pensar cognitivamente, tentar tirar dele uma estratégia pra acertar.
Pra aprender com o sofrimento é preciso vê-lo com outro olhar...analisar o momento, se enchergar nele e descobrir que diabos você ta fazendo ali!
Pra aprender com a solidão é preciso se gostar, melhor, é preciso se amar, na medida certa pra não querer ficar pra sempre sozinha.
Pra aprender com a traição é preciso perdoar, sem querer se vingar.
Pra a prender na dificuldade é preciso acreditar que tudo vai melhorar, se mexer e mudar!
Aprender...
Faz a gente crescer,
Faz a gente amadurecer,
Faz tudo esclarecer...o que antes eu não conseguia e agora "tiro de letra"...

By Markélen em 15/04/2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

É PRECISO REPENSAR A VIDA...

Repensar tudo o que já passou e tudo o que ainda está por vir, repensar em como estamos levando a vida ou como ela está nos levando...

Agora só posso falar de mim... cansei de falar de você...
Não tenho que ficar te "analisando", te acusando, te julgando, dizendo o que você pensa, acha ou quer para sua vida.

Não posso falar o que você sente ou de como deve resolver seus "conflitos" ou a causa deles, não posso falar por você...

Só posso falar de mim... dos meus sentimentos, de como vejo ou sinto as coisas, do que eu quero para minha vida, quais os caminhos quero seguir.

Não posso te dar razão e nem te condenar, não posso apontar seus defeitos e nem te humilhar, apenas te conhecer e te escutar...

Não quero mais te controlar, te fiscalizar ou te"policiar."
Quero apenas dar conta da minha vida, aprender a me conhecer, resolver meus problemas, sem te pertubar.

Só posso falar por mim... E falo que não quero ser sua punição, sua correção, não quero ser o seu lado bom nem seu lado ruim... Quero ser eu mesma, e a cada dia superar-me.

Cada um só pode falar de si...
Ninguém te conhece melhor do que você mesmo...
Engana-se quem diz que conhece o outro melhor do que ele mesmo...

Eu só posso falar de mim!

By Markélen em 30/11/2004

sexta-feira, 6 de março de 2009

O amor não acaba Nós é que mudamos!

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?
O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.
Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.
O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

(Martha Medeiros)